JALAPÃO – DESERTO DE ÁGUAS E SERRAS DOURADAS

Jalapão

Hoje nosso roteiro de viagem vai a um lugar abençoado pela natureza. Bem no centro deste país, no estado do Tocantins, encontra-se um paraíso natural de beleza única: o Jalapão, um dos principais roteiros para quem pratica o ecoturismo e o turismo de aventura. No mundo, com certeza, não há cenário igual.

Acampamento – Foto Korubo

FICA A DICA

 Roteiros de 3 a 6 dias.
Saída sempre na sexta-feira.
valor do pacote Jalapão: R$ 1.000,00 a R$ 3.000,00 por pessoa dependendo do roteiro, estão incluídas as refeições, as entradas nos atrativos, o motorista/guia e três pernoites em pousadas (nas cidades de São FélixMateiros e Ponte Alta). Durante o dia a sugestão e de roupas leves e claras e trajes de banho por baixo, Sandálias (tipo franciscana) e tênis para calçar nas caminhadas longas, lanterna para caminhadas noturnas e snorkel para mergulhos. A noite no Parque Estadual do Jalapão faz bastante frio recomendam-se agasalhos. São imprescindíveis o uso de protetor solar, repelente e uma boa hidratação; beber bastante liquido. A infraestrutura é pouca e os atrativos são distantes por isso fazem piquenique no 3º terceiro dia. Procure por agências como Korubo através do site: http://www.korubo.com.br ou a Norte Turismo pelo http://www.nortetur.com.br para obter mais informações sobre saídas, trajetos e pacotes.

Diversas agências de turismo oferecem o pacote completo até o Jalapão. Em todos os casos, o ponto de partida é Palmas-TO, a última cidade brasileira totalmente planejada.

grutas – Foto Norte Tur

De Palmas, segue-se 64 quilômetros pela rodovia TO-050 até Porto Nacional, e depois 116 quilômetros pela TO-255, até Ponte Alta do Tocantins, considerada a entrada do Jalapão. Resta seguir até os atrativos, sempre por estradas de terra – o que torna recomendável o uso de veículos com tração 4×4.

Caiaque

A região do Jalapão é um lugar de descobertas permanentes. Em plena mata de transição entre o cerrado e a caatinga, onde predomina uma vegetação rasteira similar às savanas, surgem cachoeiras, rios de águas cristalinas, corredeiras, grandes chapadas e formações rochosas de cores e formas variadas.

Dunas – Foto Korubo

Neste cenário, destacam-se dunas de areias douradas, com até 30 metros de altura, o que levou o lugar a ser chamado de deserto do Jalapão. Seria um deserto, se o Jalapão não fosse também um paraíso das águas e um lugar onde a presença de flores e animais exóticos salta aos olhos. Um convite à contemplação e à aventura.

caminhão da Korubo – Foto Korubo

Prainha da Cachoeira da Velha

Após curtir a exuberância da Cachoeira da Velha, é hora de percorrer uma trilha de aproximadamente uma hora até chegar à prainha, um lugar bastante agradável, com sombra e águas doces e mansas, cercado por matas de galeria. É o momento para relaxar e refletir. Alguns dos visitantes do Jalapão encontram na prainha o lugar ideal para acampar, passando momentos mais duradouros em contato com a natureza. Outros se contentam em banhar-se em suas águas, apreciando a beleza do cenário.

Cachoeira Velha – Foto Norte Tur

Rio Novo

Um dos últimos rios de água potável do mundo, de aparência totalmente cristalina. O Rio Novo chama a atenção também pela natureza selvagem que o envolve e pelas belas praias que se formam ao longo de suas margens. Nas águas do Rio Novo, é comum a prática do rafting. Mas há espaço para outros esportes radicais, como a canoagem, rapel, boia-cross (descida pelas corredeiras do rio em boia individual) e acquaride (em que o esportista fica de bruços em cima da boia).

Prainha do Rio Novo – Fotos Governo de Tocantins

Mirante

Cartão-postal da região, a Serra do Espírito Santo é uma elevação imponente que, através do processo de erosão (chuvas e ventos), dá origem às dunas que se formam aos seus pés. Também existe na serra um mirante, de onde, após uma hora de caminhada em direção ao cume, é possível se ter uma visão privilegiada de toda a região. O topo da serra é uma grande área plana, que lembra uma imensa mesa elevada. É o local ideal para apreciar as paisagens e horizontes do Jalapão.

serra do mirante – Foto Norte Tur

Rafting

Todo aventureiro que vai ao Jalapão tem um destino certo: o rafting nas corredeiras do Rio Novo. Mas não precisa ser experiente nem mesmo saber nadar para encarar as águas ora turbulentas, ora tranqüilas. Basta estar munido dos acessórios de segurança adequados, oferecidos pelas agências de turismo.

Há duas opções. Uma são os longos percursos, de até quatro dias, em que é possível conhecer cachoeiras de alto nível de dificuldades e fazer paradas nas pequenas praias de areia branca e fina que se formam nas margens do rio. Outra opção, mais rápida, escolhida pela maioria dos turistas, dura três horas de descida (seis quilômetros). A melhor época para praticar o rafting é de maio a setembro, período de seca no estado do Tocantins. É nesta época, também, que as estradas de acesso ao Jalapão estão em melhores condições de tráfego.

Rafting – Foto Korubo

Mumbuca

Em seu passeio pelo Jalapão vale reservar um tempo para conhecer um povoado tradicional, o Mumbuca, distante 35 quilômetros da cidade de Mateiros. Foi nesse lugar, formado por uma maioria de descendentes de escravos, que surgiu o tão popular artesanato em capim dourado.

Acompanhe as mãos habilidosas das mulheres do Mumbuca trabalhando o capim dourado, produzindo peças artesanais que serão distribuídas em todo o Brasil e em diversos países. A população do Mumbuca não chega a 200 moradores. Lá, homens e mulheres dividem funções bem definidas. Os homens plantam para o consumo da família, enquanto as mulheres colhem a produção e preparam farinha, além, claro, de atuarem como artesãs.

fervedouro – Foto Korubo

Lembranças de capim dourado

capim dourado só brota nas veredas do Jalapão. E é utilizando sua haste fina e de intenso brilho metálico que as mulheres do lugar, com mãos habilidosas, transformam o capim em uma diversidade de peças artesanais: bolsas, brincos, pulseiras, chapéus, mandalas, cestas e diversos objetos de decoração. Peças de beleza única, que ultrapassaram os limites doTocantins, conquistando mercado em todos os estados brasileiros e também no exterior.

A arte de trabalhar com o capim dourado foi ensinada às mulheres do local por Dona Miúda, uma matriarca do povoado de Mumbuca, município de Mateiros. Antes, a técnica foi passada pelos índios que habitavam a região à avó de Dona Miúda e depois à sua mãe.

Hoje, as técnicas do artesanato em capim dourado continuam sendo ensinadas, de geração a geração, no povoado de Mumbuca e também nas cidades de Mateiros, Ponte Alta, Novo Acordo, Santa Tereza, Lagoa do Tocantins e no Prata, um vilarejo do município de São Felix do Jalapão.

Na verdade, o que se chama de capim dourado (syngonanthus nitens) é a haste de uma pequena flor branca da família das sempre-vivas. É na flor que se encontram as sementes que garantem a perpetuação da planta (nativa do Jalapão) e a renda para centenas de famílias.

capim dourado – Fotos Governo de Tocantins

O Jalapão é simplesmente lindo e que você deve visitar, indicado pelo Best Seller Mundial “1000 lugares para se conhecer antes de morrer”, então arrume as malas, e prepare-se para esta emocionante aventura a um local quase que inteiramente conservado pelo homem e arquitetado pelas mãos de Deus.

Cachoeira da Formiga – Foto Korubo

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